terça-feira, 30 de agosto de 2011

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O campo das discussões diárias, foi invadido por um tempestuoso mas não menos importante assunto , que confesso que me deixa um tanto quanto irritadiça, mas enfim,como ele está por todos os lugares clamando pelo meu desdém resolvi tirar o gosto ruim da boca e elevar algum pensamento sobre o assunto. O feminismo sim me desagrada, principalmente por eu ser mulher. Uma mulher que tem o poder, que usufrui em causa de paridade com os homens e não como mera vitimização na luta dos gêneros.

Numa perspectiva de mulher de meados do século XIX e XX, a luta não tinha um tom sexista, por que naquela época, os homens não viviam em tão boas condições de saúde ,ou com direitos trabalhistas plenos que fizessem das mulheres seres estéricos de raiva e inveja. Era uma questão de luta por direitos humanos que vinham de ambas as partes.Depois vieram as lutas políticas, e as mulheres começaram a entrar em cena, justamente por que conseguiram a mais importante conquista: de ter voz, poder se expressar, poder dizer ao mundo que pensava.
Mas não submetendo essas poucas linhas com um contexto histórico, por que esse não é a causa do ranso que sinto , e da minha antipatia ao movimento, mas o caminho que está tomando essa filosofia, essa luta que conseguiu dar as mulheres poderes inimagináveis, é um caminho de volta que torna as mulheres sexistas, preconceituosas, e moralizadas.

Essa moral de que o meu corpo é tão meu e eu preciso reafirmar tanto isso que se alguém tocar sem querer, pode até virar lei para evitar esbarrões. O movimento feminista hoje, ao invés de se libertar e mostrar quão poderosas somos, tende a se fechar numa redoma de leis, morais e gêrenos.O discurso é falho, pois não existe igualdade onde há categorias, não existe liberdade sexual onde houver moral, e no mais a violência não será extinguida sem que antes se extinga os meios de coerção. A submissão ainda esta na cabeça das mulheres, e isso se torna veneno do oprimido para se transformar no futuro opressor.